terça-feira, 6 de maio de 2008

EUA x Iraque

Quem foi saddam hussein
Saddam Hussein nasceu na aldeia Al-Awja, pertencente à cidade muçulmana sunita de Tikrit, situada a 150 quilômetros de Bagdá. Nascido no mesmo lugar que o lendário Saladino e descendente de uma família de camponeses. Saddam, ainda na adolescencia, se mudou para Bagdá.
Em 1956, aos dezenove anos, aderiu ao Partido Socialista Árabe Ba'ath (fundado na Síria por Michel Aflaq) e, no mesmo ano, participou de um golpe de Estado fracassado contra o rei Faisal II. Dois anos depois, participou de outro golpe, dessa vez contra Abdul Karim Qassim, carrasco do monarca e líder do novo regime golpista. Acusado de complô, foi condenado à morte à revelia em fevereiro de 1960, sentença da qual conseguiu escapar fugindo para o Egito e através da Síria, onde as autoridades lhe concederam asilo político.
No Cairo, concluiu seus estudos secundários e foi admitido na Escola de Direito - terminaria a faculdade anos depois, em 1968 -, onde se relacionou com jovens membros do Partido Ba'ath egípcio, de inspiração esquerdista e pan-árabe. Acabou sendo perdoado e voltando a Bagdá após a revolução liderada pelo partido Ba'ath em fevereiro 1963. Saddam assumiu o comando da organização militar do partido. No ano seguinte, voltou à prisão, que só deixaria três anos depois.

Características
Uma das características do governo de Saddam, foi a feroz repressão dos xiitas do sul do país, onde se encontram os dois mais sagrados lugares do islão Xiita, as cidades de Najaf e KarbalahO dominio dos sunitas, foi sempre garantido através de uma forte repressão, quer durante a monarquia imposta pelos britânicos quer pelos regimes despóticos que se lhe seguiram. O exército do Iraque, foi sempre dominado pelos sunitas, e as suas chefias eram na sua esmagadora origem daquela facção religiosa, pese embora o facto de o Iraque ser um estado laico.

Xiitas e sunitas no Iraque
OS SUNITAS buscam se apresentar como a ortodoxia frente ao xiismo, ou seja, a facção que aplica as doutrinas, normas e costumes estabelecidos pela religião. Eles se submetem à sunna ("Tradição do Profeta") e geralmente obedecem o poder instalado, inclusive se não for religioso.OS XIITAS representam mais da metade da população iraquiana (mais ou menos 60%) e estão estabelecidos principalmente no sul do país.Depois de anos de opressão durante o regime sunita de Saddam Hussein, conquistaram ampla vitória nas eleições gerais de 30 de janeiro de 2005, chegando ao poder pela primeira vez na história do país.
Relações políticas e econômicas do Iraque com os estados unidos
Entusiasmados pelo término melancólico do duplo quadriênio do Partido Republicano, os democratas apresentaram recentemente uma gama de propostas aos meios de comunicação sobre uma eventual gestão à frente da Casa Branca pelo seu partido, a partir do próximo ano. Dentre as preocupações manifestas, há duas internas, a diminuição do crescimento econômico e a insuficiência do sistema de saúde, e uma externa, a Segunda Guerra do Golfo.

Causas e conseqüências da guerra para o Iraque e os estados unidos
As consequências da guerra civil do Iraque podem ser analisadas a dois níveis: para o próprio Iraque e para toda a região.
As divisões que existem hoje no Iraque como resultado da política dos EUA durante as duas últimas décadas não se limitam às divisões entre xiitas e sunitas. Há uma grande fenda entre os curdos e os árabes.
O historiador e analista Gareth Porter escreveu: “A verdadeira ameaça de guerra civil no Iraque não vem do conflito sunitas-xiitas, mas das tensões curdo-árabes que foram remexidas pela estratégia norte-americana de ‘iraquização’. Durante o último ano, o exército dos EUA tem tentado fazer com que sunitas e xiitas combatam os insurgentes ao lado das tropas dos EUA. Mas as únicas tropas iraquianas dispostas a participar na guerra em grande número têm sido as curdas... Confiar nos curdos como auxiliares da ocupação norte-americana é uma estratégia perigosa.” (Foreign Policy in Focus, 20 de Janeiro de 2005)

Atuação da ONU e da comunidade internacional no conflito
A propósito da cimeira que se realizou ontem sob os auspícios da ONU e que terminou inconclusiva, queria tecer algumas considerações.
A forma com a questão iraquiana está a ser encarada no mundo ocidental não é mais que a velha querela dos limites da nossa civilização, da nossa relação com os outros e da nossa relação com nós próprios.
Criámos uma civilização tolerante, democrática e próspera. Mas ao fazê-lo, relacionámo-nos com os restantes de uma forma paternalista, discriminadora, mesmo desdenhosa. Embora muitos de nós não o reconheçam e acreditem sinceramente o contrário, consideramo-los inferiores.

Atual situação política, econômica, social e cultural do Iraque
A situação atual no Iraque não está nada boa; isso é facilmente perceptível. Bombas explodem diariamente, trabalhadores estrangeiros são seqüestrados e detidos como moedas de troca de/por terroristas, pessoas honestas morrem por falta de infraestrutura e muito mais. Esse é o atual cenário naquele país e ninguém diz nada em contrário. Nem mesmo George W. Bush, que é acusado de mentir e tentar camuflar uma situação que todos sabem em que pé está.

Componentes:
Kelly
Nayara

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