segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quem Foi Saddam Hussein ?


Quem Foi Saddam Hussein ?

Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti, em árabe صدام حسين (Tikrit, 28 de Abril de 1937Bagdad, 30 de Dezembro de 2006) foi um político e estadista iraquiano, e uma das principais lideranças ditatoriais no mundo árabe. Foi presidente do Iraque no período 19792003, acumulando o cargo de primeiro-ministro nos períodos 19791991 e 19942003. Saddam Hussein nasceu na aldeia Al-Awja, pertencente à cidade muçulmana sunita de Tikrit, situada a 150 quilômetros de Bagdá. Nascido no mesmo lugar que o lendário Saladino e descendente de uma família de camponeses. Saddam, ainda na adolescencia, se mudou para Bagdá.
Em
1956, aos dezenove anos, aderiu ao Partido Socialista Árabe Ba'ath (fundado na Síria por Michel Aflaq) e, no mesmo ano, participou de um golpe de Estado fracassado contra o rei Faisal II. Dois anos depois, participou de outro golpe, dessa vez contra Abdul Karim Qassim, carrasco do monarca e líder do novo regime golpista. Acusado de complô, foi condenado à morte à revelia em fevereiro de 1960, sentença da qual conseguiu escapar fugindo para o Egito e através da Síria, onde as autoridades lhe concederam asilo político.
No
Cairo, concluiu seus estudos secundários e foi admitido na Escola de Direito - terminaria a faculdade anos depois, em 1968 -, onde se relacionou com jovens membros do Partido Ba'ath egípcio, de inspiração esquerdista e pan-árabe. Acabou sendo perdoado e voltando a Bagdá após a revolução liderada pelo partido Ba'ath em fevereiro 1963. Saddam assumiu o comando da organização militar do partido. No ano seguinte, voltou à prisão, que só deixaria três anos depois.
Características do Governo de Saddam Hussein.

Em
16 de julho de 1979, o presidente Al-Bakr renunciou por motivos de saúde. Saddam assumiu então os títulos de chefe de Estado, presidente do Conselho do Comando Supremo da Revolução, primeiro-ministro, comandante das Forças Armadas e secretário-geral do partido Baath. Quinze dias depois, uma conspiração surgida entre os membros do partido do recém-nomeado líder máximo do Iraque terminou com a execução de 34 pessoas, entre elas membros do Exército e alguns dos mais íntimos colaboradores de Saddam Hussein.
Saddam logo cercou-se imediatamente de uma dezena de oficiais leais, os quais colocou em cargos de responsabilidade. É então que o poder se torna verdadeiramente
autocrático, com os primeiros anos de governo do auto-intitulado El-Raïs el-Monadel (o Presidente Combatente) a serem marcados pela execução de centenas de oposicionistas e a morte de 5.000 curdos em Halabja, em consequência da intoxicação provocada pelas bombas de gás Tabun lançadas pela aviação iraquiana.
Xiitas e Sunitas no Iraque.
BAGDÁ, 23 fev (AFP) - As relações entre as duas principais correntes do Islã no Iraque, os xiitas e os sunitas, têm se caracterizado por um clima de contínua tensão.- OS XIITAS representam mais da metade da população iraquiana (mais ou menos 60%) e estão estabelecidos principalmente no sul do país.Depois de anos de opressão durante o regime sunita de Saddam Hussein, conquistaram ampla vitória nas eleições gerais de 30 de janeiro de 2005,
chegando ao poder pela primeira vez na história do país.Sua longa exclusão do processo político em benefício dos sunitas começou nos anos 20, quando as autoridades religiosas xiitas pediram aos fiéis que boicotassem as eleições organizadas pelo ocupante britânico.A marginalização dos xiitas, que nos anos 50 eram maioria no Partido Baath e no Partido Comunista iraquiano, se acelerou nos anos 70, com o aumento do poder do clã sunita de Tikrit de Saddam Hussein.A chegada ao poder de Saddam se traduz na proibição de algumas festas religiosas, como o Ashura, e uma repressão sangrenta contra os dirigentes religiosos xiitas. O mais importante deles, o aiatolá Mohamed Baqer Sadr, foi executado em 1980.Em 1991, logo depois da derrota iraquiana na guerra do Golfo, uma revolta popular xiita explodiu na região sul do Iraque. Este amplo movimento de hostilidade ao poder foi reprimido de maneira sangrenta pelas autoridades.Somente a queda do regime de Saddam Hussein em abril de 2003 permitiu aos xiitas a prática aberta de seus rituais.Porém, os xiitas foram vítimas de vários atentados desde o início da guerra. Em agosto de 2003 em Najaf, pelo menos 83 pessoas morreram, incluindo o religioso Mohammed Baqer Hakim. No dia 2 de março de 2004, durante o luto sagrado de Ashura, mais de 170 pessoas morreram.Em 19 de dezembro, as cidades xiitas de Najaf e Kerbala são de novo alvo de dois atentados (66 mortos). Em 28 de fevereiro, Hilla, cidade majoritária xiita, é alvo do atentado mais sangrento registrado desde abril de 2003, reivindicado pelo grupo do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi (118 mortos).Os xiitas formam atualmente uma comunidade não monolítica. O governo iraquiano, dominado por uma corrente religiosa majoritariamente fiel ao grande aiatolá Ali Sistani, é partidária de que sejam mantidas as forças estrangeiras, ao passo que o clérigo radical Moqtada al-Sadr, cujas tropas, o Exército de Mehdi, dirigiram no ano passado uma rebelião contra a ocupação, é um ferrenho opositor à presença dos americanos no país.O Iraque ocupa um lugar considerável no xiismo. Os elementos fundadores desta facção da fé muçulmana nasceram nesse país e seis dos 12 imãs venerados pelo xiismo estão enterrados ali, em particular Ali, primo e genro do profeta Maomé, cujo mausoléu se encontra em Najaf, e Hussein, filho de Ali e neto do profeta, em Kerbala.- OS SUNITAS buscam se apresentar como a ortodoxia frente ao xiismo, ou seja, a facção que aplica as doutrinas, normas e costumes estabelecidos pela religião. Eles se submetem à sunna ("Tradição do Profeta") e geralmente obedecem o poder instalado, inclusive se não for religioso.Uma corrente muito purista do sunismo é o wahabismo, atualmente doutrina de Estado na Arábia Saudita.Os sunitas, apesar de majoritários no Islã, são minoritários dentro da população iraquiana (entre 20 e 25%).Sempre estiveram à frente do Estado e dominaram o Exército e as forças de segurança. Sob o regime de Saddam Hussein, os sunitas se beneficiavam de sua proteção e ocupavam a maioria dos postos de comando, formando essencialmente os quadros superiores do Exército, da polícia e do Partido Baath.Relegado ao segundo plano depois da invasão americana do Iraque, em março de 2003, em benefício dos xiitas e dos curdos, a minoria sunita surge de uma subrepresentação na Assembléia devido às convocações ao boicote que fizeram a seus eleitores em 30 de janeiro de 2005, provocando a perda de influência desta comunidade.Já frustrada pelo aumento do poder dos xiitas, esta comunidade se sente alvo das inúmeras operações e detenções realizadas pelas forças iraquianas e americanas em bairros ou localidades povoadas por árabes sunitas devido à natureza de sua insurreição, formada essencialmente de sunitas.
Relações políticas e econômicas do Iraque com os Estados Unidos nos últimos Vinte Anos.

Em 1979, o do Irã Mohammad Reza Pahlavi foi derrubado pela Revolução Islâmica, dando lugar a uma república islâmica liderada pelo Aiatolá Khomeini. A influência do Islão xiita revolucionário cresceu deste modo de forma abrupta, particularmente em países com grandes populações xiitas, em especial o Iraque. Saddam receava que as ideias radicais islâmicas, hostis ao seu domínio secular pudessem alastrar no seu país, entre a população xiita (a maioria da população do Iraque).
Havia também o antagonismo entre Saddam e Khomeini desde a
década de 1970. Khomeini, que tinha partido para o exílio do Irã em 1964, viveu no Iraque, na cidade santa xiita de An Najaf. No Iraque, ele ganhou influência entre os xiitas iraquianos e ganhou seguidores. Sob pressão do Xá, que tinha acordado uma aproximação diplomática com o Iraque em 1975, Saddam expulsou Khomeini em 1978. Após a revolução islâmica, Khomeini teria considerado derrubar o regime de Saddam.
Após a tomada do poder de Khomeini no Irã, ocorreram pequenos incidentes de confrontação militar na fronteira, durante 10 meses, no canal de
Shatt al-Arab, que ambas as nações reclamavam para si.
Iraque e Irã iniciaram
a guerra aberta em 22 de Setembro de 1980. O pretexto para as hostilidades foi a disputa territorial. Saddam foi no entanto apoiado pelos Estados Unidos, pela União Soviética e por vários países árabes, todos eles desejosos de impedir a expansão de uma possível revolução moldada no Irã.
Saddam conduziu a Guerra contra o Irã entre
1980 e 1988. Contou com o apoio dos Estados Unidos, então governado por Ronald Reagan, que esperava a derrocada dos xiitas iranianos e de seu líder espiritual, o aiatolá Khomeini. Recebeu também o apoio do Kuwait, da Arábia Saudita e outras nações árabes, muitas delas igualmente preocupadas com a ameaça de uma igual revolução islâmica como a do Irã em seus territórios. No conflito, durante o qual Saddam aumentou a importação de armas do Ocidente, foram utilizados gases tóxicos na frente de batalha e estreitados os laços com os regimes árabes moderados. A guerra entre os dois países durou oito anos (o cessar-fogo foi assinado em 20 de agosto de 1988) e nela morreram mais de um milhão de pessoas. Não houve vencedor declarado, e a guerra levou o país a sérias dificuldades econômicas.
Causas e conseqüências da guerra para os dois países.

A Guerra do Iraque, a Ocupação do Iraque
[2], a Segunda,[3] ou a Terceira Guerra do Golfo ou a Operação Liberdade do Iraque (inglês: Operation Iraqui Freedom),[4] é um conflito em curso que começou a 20 de Março de 2003 com a Invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos.
A principal justificativa para a guerra oferecida pelo presidente norte-americano
George W. Bush, pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e os seus apoiantes foi de que o Iraque estava a desenvolver armas de destruição maciça.[5][6]. Estas armas, argumentava-se, ameaçavam os Estados Unidos, os seus aliados e os seus interesses.[7] No discurso do estado da União de 2003, Bush defendeu que os Estados Unidos não poderiam esperar até que a ameaça do líder iraquiano Saddam Hussein se tornasse eminente[8][9]. Após a invasão, no entanto não foi encontrada nenhuma prova da existência de tais armas. Para justificar a guerra, alguns responsáveis norte-americanos referiram também que havia indicações de que existia uma ligação entre Saddam Hussein e a Al-Qaeda. Apesar disso não foram encontradas provas de nenhuma ligação substâncial à Al-Qaeda.[10]
A guerra começou a 20 de Março de 2003, quando forças largamente americanas e britânicas, apoiadas por pequenos contingentes da Austrália, da Dinamarca e da Polônia invadiram o Iraque. A invasão levou pouco tempo até à derrota e à fuga de Saddam Hussein. A coligação liderada pelos Estados Unidos oucupou o Iraque e tentou estabelecer um governo democrático; no entanto falhou na tentativa de restaurar a ordem no Iraque. A instabilidade levou a um conflito assimétrico com a insurgência iraquiana, guerra civil entre entre muitos iraquianos sunitas e xiitas e as operações da Al-Qaeda no Iraque. Como resultado do seu fracasso em restaurar a ordem, um número crescente de países retiraram as suas tropas do Iraque. As causas e consequências da guerra mantêm-se controversas.
Atuação da ONU e da comunidade internacional no conflito.

O jogo político que se desenvolve atualmente no Oriente Médio é conseqüência direta da ação das grandes potências ocidentais, principalmente os Estados Unidos, que dilaceram a região, para eles economicamente estratégica. Essa é a opinião do professor e cientista político Marcos Vinícius Pansardi, coordenador de pesquisa do curso de relações internacionais da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Pansardi explica que, antes de os americanos entrarem na região, o Oriente Médio era disputado por ingleses e franceses e, mais tarde, a área foi também alvo de disputa durante a guerra fria. "As grandes potências destruíram a possibilidade de que aquela região fosse não só economicamente desenvolvida, mas também democrática", explica. Para o professor, a política das grandes potências sempre foi destruir a possibilidade de que os povos árabes se unissem e consolidassem projetos de desenvolvimento econômico, que começaram a ser criados nas décadas de 50 e 60. "Todos aqueles que os EUA estão combatendo, são os mesmo que eles tinham apoiado anos antes. É o que alguns teóricos chamam de 'efeito bumerangue'", analisa.
Esta situação é ainda mais grave em virtude da dificuldade em se instituir um estado laico em países muçulmanos como o Iraque. Nos estados muçulmanos, explica Pansardi, não existe separação entre Igreja e Estado, ou seja, não existe a possibilidade de haver uma oposição. "Como você vai se opor a um estado que é mandatário de Deus?", questiona o professor. "Imaginar a implantação de uma democracia de cima para baixo numa sociedade como a iraquiana é virtualmente impossível", conclui. Para o professor, a única saída para os americanos seria instaurar uma ditadura com uma mão de ferro, como era Saddam, mantendo a estrutura e só substituindo o ditador. Entretanto, Saddam destruiu toda a oposição do país, eliminando todos os potenciais candidatos a serem seus substitutos. "Não sobrou ninguém, não existe oposição. Não existe um governo laico, não existe a possibilidade da construção de um governo forte", conclui Pansardi.
Porém, os americanos não querem e não podem colocar um regime ditatorial no Iraque. Na visão do professor, protestantismo é uma característica muito forte para o presidente Geroge Bush, coerente com a idéia americana de que os Estados Unidos têm o papel de levar a democracia, a paz e o bem estar a todas as nações, ou seja, a visão dos americanos como a redenção do mundo. "Desde a origem do estado americano, quando se formaram as treze colônias, os EUA têm a idéia que eles são um pais único, que eles têm o destino de ter a hegemonia sobre o mundo", explica Pansardi. Ao lutar contra os nazistas, contra os soviéticos e agora contra o terrorismo, os americanos estavam lutando pela democracia. "Eles se consideram o porta-voz e os defensores da democracia no mundo", resume o professor. "Na verdade é um reflexo que eles têm de seu próprio pais".
Em virtude disto, é fundamental para o governo americano receber o apoio da opinião pública americana, principalmente, mas também da opinião publica mundial, já que o presidente Bush não pretende ser apenas um presidente americano, mas um líder mundial. Por isso, os americanos fizerem um esforço diplomático enorme para conquistar o apoio da ONU e, principalmente, para conquistar o apoio dos países ocidentais, apesar de que, na realidade, a guerra do Iraque já tinha sido determinada. "Os americanos em nenhum momento pararam o esforço de guerra, enquanto eles faziam todo o trabalho diplomático, todo o esforço de construção de infra-estrutura para a guerra que já estava em desenvolvimento", explica Pansardi. "Eles não pararam, eles sabiam desde o inicio que eles iam fazer guerra", conclui.
Atual situação política, econômica, social e cultural do Iraque.
Adital -
Desde a Cúpula Mundial de Alimentação de 1996 não se conseguiu nenhuma mudança substancial na redução da quantidade de que padecem de fome e desnutrição, pelo contrário, este número tem aumentado. Hoje mais de 800 milhões de pessoas no mundo inteiro sofrem de fome, das quais 52 milhões se encontram na América Latina e no Caribe.
Segundo o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) e a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe, no final do século XX a desnutrição crônica afetava a um de cada cinco crianças na Bolívia, Peru, Equador e Colômbia.
A América Latina é sumamente rica em alimentos, com grandes extensões de terras férteis e uma sociedade historicamente agrícola e rural. Assim, a produção dos países que formam nossa Região pode chegar a alimentar mais de três vezes sua população.
Sem dúvida, em nossos países existem comunidades de pequenos campesinos aos quais faltam títulos de terra, aceso a créditos, serviços agrícolas, mercados locais e pesquisa agrícola; além disso, famílias inteiras não têm terra, água ou sementes que lhes permita produzir, nem emprego que lhes permita comprar alimentos adequados, há também trabalhadores rurais que recebem um salário injusto que não lhes permite satisfazer completamente suas necessidades.
Com certeza são necessários programas de transferência de investimentos ou alimentos na luta contra a fome, estas políticas públicas dos Estados não são suficientes para cumprir com o direito à alimentação.
O direito humano a uma alimentação adequada implica não apenas a fornecer alimentos, como também recursos produtivos para que as pessoas possam se alimentar por elas mesmas e participar da vida econômica dos países.
A luta por este direito deve abordar os problemas de discriminação e marginalização que impedem o acesso aos recursos produtivos às pessoas mais pobres.

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